terça-feira, 26 de julho de 2016

(Devocional) Mata-o! - Act. 21:27-40


Terça-feira, 26 de Julho de 2016
Leitura Bíblica Diária: Actos 21-255
Mata-o!

E, quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, Clamando: Varões israelitas, acudi; este é o homem que, por todas as partes, ensina a todos contra o povo e contra a lei, e contra este lugar; e, demais disto, introduziu também no templo os gregos, e profanou este santo lugar. Porque tinham visto com ele, na cidade, a Trófimo, de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo. E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando de Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam. E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão. O qual, tomando logo consigo soldados e centuriões, correu para eles. E, quando viram o tribuno e os soldados, cessaram de ferir Paulo. Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu e mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito. E, na multidão, uns clamavam de uma maneira, outros de outra; mas, como nada podia saber ao certo, por causa do alvoroço, mandou conduzi-lo para a fortaleza. E sucedeu que, chegando às escadas, os soldados tiveram de lhe pegar, por causa da violência da multidão. Porque a multidão do povo o seguia, clamando: Mata-o. E, quando iam introduzir Paulo na fortaleza, disse Paulo ao tribuno: É-me permitido dizer-te alguma coisa? E ele disse: Sabes o grego? Não és tu, porventura, aquele egípcio que, antes destes dias, fez uma sedição, e levou ao deserto quatro mil salteadores? Mas Paulo lhe disse: Na verdade que sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo. E, havendo-lhe permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes, em língua hebraica, dizendo.”
Actos 21:27-40


Este não foi um dia fácil para Paulo. Ele estava em Jerusalém para que ficasse claro que nem os gentios tinham de se tornar judeus para serem salvos, nem ele tinha deixado de ser judeu por ser seguidor de Cristo. No entanto, ele que estava ali para fazer bem aos crentes em Jerusalém que estavam a passar necessidades e que era portador de uma oferta para estes enviada pelas igrejas dos gentios, acaba por ser preso e acusado de falsidades. Quando a multidão se junta e mostra toda a sua raiva por Paulo, ele não sabia se ia sobreviver. No entanto, Deus usou aquela situação para dar a Paulo o melhor dos púlpitos. Aquela oportunidade de dar o seu testemunho a toda a cidade, na língua do povo, e com a protecção militar de Roma, era algo que apenas Deus podia fazer. Aquilo que tinha começado como um dia caótico e com um desfecho trágico anunciado, tornou-se numa das mais preciosas oportunidades de ministério da vida de Paulo. Isso apenas aconteceu porque no meio dos problemas, ele não deixou de pensar na missão que tinha recebido de Deus. Em vez de completar a ascensão daqueles degraus que o conduziriam para segurança, ele olha uma vez mais para o povo e percebeu porque tudo aquilo tinha acontecido. O que fazemos quando vêm os problemas? Fechamo-nos em torno dos nossos medos, ou procuramos as oportunidades que apenas Deus pode dar?

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